Paula Santana
Paula Santana é jornalista e atua em redação há 20 anos. Esteve nos grandes jornais de Brasília, especialmente nas editorias de cultura, entretenimento e luxo. Especializou-se em moda e lifestyle. Idealizadora e fundadora da GPS|Brasília, desde 2011 está à frente do departamento editorial do site e revista, onde responde como diretora de Conteúdo.

Abuso ou paquera?

COLABORADOR Redação   
|   12/01/2018 17:14 ( atualizada 12/01/2018 17:14)   
FOTO Reprodução Internet   

O tempo é de acordar: as denúncias de assédio contra a mulher em Hollywood foram o estopim e, agora, abuso é o assunto na " boca do povo". Após declarações revoltantes da colunista Danuza Leão no jornal O Globo, quem se manifestou sobre o tópico foi Cida Gonçalves, diretora executiva da Playboy Brasil.

 

Em carta aberta publicada na revista, a jornalista abordou o movimento Time´s Up, que ganhou força com o apoio de atrizes como Natalie Portman e Meryl Streep, e o manifesto das mulheres francesas, lideradas pela intérprete clássica Catherine Deneuve. Leia as opiniões da repórter na íntegra:

 

OPINIÃO: MOI AUSSI, CATHERINE DENEUVE… EU TAMBÉM!

 

Fiquei feliz ao ler o manifesto feito pelas francesas, encabeçado por ninguém menos que a mitológica Catherine Deneuve!

 

Discordo dessa onda de protestos que se agiganta diariamente contra os homens, taxando-os, todos, sem excessão, de machistas, primitivos, chauvinistas e por aí afora…

 

Não se fortalece a mulher enfraquecendo os homens. O que precisamos é de mulheres fortes que sejam capazes de dizer "sim, eu quero" ou "não, eu não quero, caia fora".

 

Como se consegue isso? Educando nossas meninas e mulheres para serem independentes, donas da própria vida, das próprias vontades e desejos! Isso sim é empoderamento feminino.

 

Hoje vejo homens assustados , amedrontados, porque até olhar uma mulher com desejo é considerado assédio sexual! Caminha-se para o perigoso momento em que o ritual da conquista, da sedução, do olhar, da piscadela marota e do sorriso ousado passam a se metamorfosear em perigo de escândalo, cadeia. Pura tolice!

 

Não estou falando aqui de violência, coação, agressão sexual, atos libidinoso, estupro. Crime é crime. Estou falando de sedução, pura e simples, elogios que vêm de surpresa (fazem bem para o ego!), convite para um café depois do trabalho ou até mesmo para uma transa casual (se ambos estão dispostos, se os sinais são evidentes, por que não?). Mas a arte da sedução está virando crime! Está tudo misturado no mesmo balaio de abusos e sedução está virando sinônimo de agressão.

 

Deixar-se seduzir não é fraqueza.

 

Sempre me senti uma mulher empoderada, e desde os tempos que ninguém pronunciava essa palavra, desde que ela sequer era bandeira ou fazia parte dos dicionários. O que me deu empoderamento? Independência!

 

Ser independente financeiramente e emocionalmente sempre me deu o poder de escolha, de aceitação, de rejeição, de diversão, de me permitir às delícias da sedução!

 

E é pra isso que devemos fazer campanhas , pela igualdade e liberdade, que possamos seduzir e ser seduzidas. É aí que mora o segredo e a beleza desse mundo já tão combalido de tantas misérias, cada vez mais difícil e sem cor. Deixemos que homens e mulheres sejam livres para viver a sexualidade sem amarras, sem medos e com prazer.

 

Que tenhamos a liberdade de dizer NÃO mas também a oportunidade de poder dizer SIM!


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